A Doença de Parkinson ou como é mais conhecido "Mal de Parkinson" foi descrita por James Parkinson em 1817. É uma doença degenerativa do sistema nervoso central, sua progressão é lenta e ainda não possui uma causa conhecida, ocorre em ambos os sexos e raramente antes dos 50 anos (isso não quer dizer que não ocorra antes dessa idade).
Essa doença ocorre pela perda de substância negra e progressiva de neurônios dopaminérgicos, responsáveis pelos movimentos motores do nosso organismo e tem como característica a presença de tremores, rigidez e instabilidade postural.
Atualmente existem cinco linhas de raciocínio referentes a etiologia dessa doença:
- Ação de neurotoxinas ambientais;
- Produção de Radicais livres;
- Anormalidades mitocondriais;
- Predisposição genética;
- Envelhecimento cerebral.
Os principais sintomas que acometem a pessoa são: volume de voz diminuído, a face começa a ficar sem expressão, acontece uma diminuição do balançar do braço e das pernas tendendo a se arrastar, postura encurvada, deglutinação de alimentos difíceis, hipotensão, intolerância ao calor, distúrbio do sono e por fim a depressão.
O paciente com o avanço doença, pode ter sua memória, linguagem, capacidade vísuo-espacial, funções executivas comprometidas.
Pode apresentar sintomas precoces abaixo dos 50 anos, porém apresentam maior gravidade do sintomas e sinais, porém a resposta de deterioração é maior e mais rápida nos idosos.
É cientificamente comprovado que o declínio muito rápido da doença está ligada á depressão do paciente.
O diagnóstico de Parkinson é feito por exclusão, ou seja, através de outros exames descarta-se a possibilidade de doenças orgânicas e cerebrais.
O Parkinson ainda não tem cura, o que existe é o tratamento medicamentoso para alivio dos sintomas. Pode ocorrer do paciente vir a ter uma demência e/ou outros problemas mentais e psicológicos, em sua maioria piorados pelo próprio uso dos medicamentos, logo existe a necessidade de acompanhamento médico para modificar as doses dos medicamentos.
Há anos também vem sendo utilizado o tratamento cirúrgico para o controle dos sintomas da doença, porém seus resultados ainda são discutíveis.
O que não podemos deixar de ter com essas pessoas, é paciência, pois ao lidarmos com ela sabendo de suas capacidades perdidas, temos que auxiliá-las nas atividades que ainda podem ser realizadas, fazendo com que os sintomas da doença sejam pelo menos por alguns instantes, esquecido.
O psicoterapeuta associado a ajuda da família, dando ocupações, estimulando e principalmente dando carinho são elementos importantes para a evolução do paciente.
A Psicologia entra nesse contexto não só como uma facilitadora de diálogo entre paciente X família X profissionais de saúde, como também irá trabalhar com reabilitação neuropsicológica, reabilitando e estimulando as funções comprometidas, irá trabalhar o lado emocional do paciente bem como auxílio psicológico a família e ao cuidador que tanto precisam de orientações e apoio.
Parkinson, pegue a mão e ajude!


Nenhum comentário:
Postar um comentário