CUIDADOS PALIATIVOS
Com o aumento da longevidade, alguns idosos podem vir a apresentar um funcionamento do organismo um pouco mais lento e sensível, que podem ou não levar à complicações de saúde que se não cuidado, os levará futuramente a um estado de terminalidade.
A terminalidade dentro desse contexto é
entendida como o esgotamento das possibilidades de ajuda ao paciente
onde a morte se apresenta como algo inevitável. Mas até a morte pode-se fazer algo?
Sim, podemos e devemos. O tratamento paliativo visa prevenir e aliviar o sofrimento em muitas dimensões como: qualidade de vida, bem estar, dignidade, visando a diminuição de
sintomas de angústia, medo, fantasias e etc. Tanto a equipe médica,
quanto a família e o próprio paciente (participante), devem ajudar
nesse processo onde o que mais nos interessa não é a quantidade de
vida, mas a qualidade desta que deve permanecer até o final.
Esse cuidado paliativo não tem a
intenção de apressar ou retardar o curso da morte, apenas promover ao
paciente mais conforto, aliviando o sofrimento.
A morte é um processo complexo dentro de nossa sociedade, uma vez que não faz parte da nossa cultura falar sobre ela.
Entender ou tentar aceitá-la é difícil para o paciente bem como para sua família, e diante do desconhecido começam a pensar em que lugar podem se colocar nesse momento ou o que podem fazer.
Entender ou tentar aceitá-la é difícil para o paciente bem como para sua família, e diante do desconhecido começam a pensar em que lugar podem se colocar nesse momento ou o que podem fazer.
Nesse ambiente a família precisa de
cuidados, um suporte, pois acaba se desestruturando de alguma forma,
apresentam níveis altos de estresse, depressão, distúrbios de humor e
ansiedade ao longo do processo de adoecimento do seu ente querido. Esse
suporte persiste até depois da morte do paciente.
A equipe de saúde também precisa de um
suporte, pois ao lidar o tempo todo com a morte em muitas vezes não sabe
o que fazer. Isso não acontece pela insensibilidade dos profissionais,
mas pelo despreparo.
O paciente terminal precisa de cuidados
para que sua dignidade como ser humano continue preservada mesmo no
momento em que o fim se aproxima. A família e a equipe médica devem
cumprir um papel importante nessa tríade de relacionamento, a família
deve manter aproximação e a equipe médica perceber que precisam aprender
a lidar com a finitude da vida tão ignorada na nossa cultura. Paciente,
família e equipe médica precisam de cuidados e respaldo para
compreender essa grande passagem da vida.
A
morte não pode ser considerada como um fracasso e nem como um desastre
da vida, mas sim como parte inevitável dela. O que não podemos deixar de
fazer é aliviar o sofrimento do outro quando temos possibilidade de
fazê-lo, e entender que no processo da vida existe
uma hora de chegar e uma hora de partir.
uma hora de chegar e uma hora de partir.
Indicação de leitura: O que é Cuidado Paliativo


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