sábado, 11 de outubro de 2014

CUIDADOS PALIATIVOS- PACIENTE TERMINAL IDOSO

CUIDADOS PALIATIVOS

Com o aumento da longevidade, alguns idosos podem vir a apresentar um funcionamento do organismo um pouco mais lento e sensível, que podem ou não levar à complicações de saúde que se não cuidado, os levará futuramente a um estado de terminalidade.

A terminalidade dentro desse contexto é entendida como o esgotamento das possibilidades de ajuda ao paciente onde a morte se apresenta como algo inevitável. Mas até a morte pode-se fazer algo?

Sim, podemos e devemos. O tratamento paliativo visa prevenir e aliviar o sofrimento em muitas dimensões como:  qualidade de vida, bem estar, dignidade,  visando a diminuição de sintomas de angústia, medo, fantasias e etc. Tanto a equipe médica, quanto a família  e o próprio paciente (participante), devem ajudar nesse processo onde o que mais nos interessa não é a quantidade de vida, mas a qualidade desta que deve permanecer até o final.

Esse cuidado paliativo não tem a intenção de apressar ou retardar o curso da morte, apenas promover ao paciente mais conforto, aliviando  o sofrimento.

A morte é um processo complexo dentro de nossa sociedade, uma vez que não faz parte da nossa cultura falar sobre ela.

Entender ou tentar aceitá-la é difícil para o paciente bem como para sua família, e diante do desconhecido começam a pensar em que lugar podem se colocar nesse momento ou o que podem fazer.


Nesse ambiente a família precisa de cuidados, um suporte, pois acaba se desestruturando de alguma forma, apresentam níveis altos de estresse, depressão, distúrbios de humor e ansiedade ao longo do processo de adoecimento do seu ente querido. Esse suporte persiste até depois da morte do paciente.

A equipe de saúde também precisa de um suporte, pois ao lidar o tempo todo com a morte em muitas vezes não sabe o que fazer. Isso não acontece pela insensibilidade dos profissionais, mas pelo despreparo.

O paciente terminal precisa de cuidados para que sua dignidade como ser humano continue preservada mesmo no momento em que o fim se aproxima. A família e a equipe médica devem cumprir um papel importante nessa tríade de relacionamento, a família deve manter aproximação e a equipe médica perceber que precisam aprender a lidar com a finitude da vida tão ignorada na nossa cultura. Paciente, família e equipe médica precisam de cuidados  e respaldo para compreender essa grande passagem da vida.

A morte não pode ser considerada como um fracasso e nem como um desastre da vida, mas sim como parte inevitável dela. O que não podemos deixar de fazer é aliviar o sofrimento do outro quando temos possibilidade de fazê-lo, e entender que no processo da vida existe
uma hora de chegar e uma hora de partir. 



Indicação de leitura:  O que é Cuidado Paliativo
                                            Guia do Cuidado Paliativo 
                                            Instituto Paliar
 
 

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